Monday, October 7, 2013

Três anos

Há três anos atrás, por esta hora, já tinha o meu filho nos braços, acabadinho de nascer.
{Hoje, tenho o meu outro filho na barriga, prestes a nascer, mas não hoje, por favor!}

Olho para o Pedro com olhos de ver e ele me parece tão crescido e ao mesmo tempo tão pequeno. Recordo-o vivamente ainda  na minha barriga, tal como o irmão (eu num estado muito mais desesperado, mas ele tão igual...), tão pequenino quando de lá saiu. Agora fico assombrada com o seu tamanho, as suas costas de menino, o que diz, como olha. Eu gerei uma pessoa e ela está a crescer à minha frente, cada dia mais um pouco. Ele está nas minhas mãos, ainda é meu, mas cada dia me escapa mais um bocadinho, me foge, salta para o mundo.
Está impossivelmente doce e impossivelmente doido, este meu maior amor pequenino a quem não posso chamar bebé, pois logo me corrige a dizer que é muito crescido.

Pois é, estás muito crescido. Tanto quanto nunca vi igual. E vais ficar cada vez mais e eu vou ver isso tudo com deslumbramento, com assombro, com baques nestes momentos em que se pára para pensar, que tanto podem bater no teu dia de anos, como num fim de tarde no parquinho.

O meu Pedrito coelho, louco por elefantes e savanas em geral, todos os animais do mundo em particular, que adora laranja mas não banana, que adora girar girar girar até cair tonto no chão e adora ver os seus livros e contar histórias, na sua voz doce e esforçada. Faz hoje três anos de crescido.

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