Wednesday, October 2, 2013

Miguel em K7 {Semana 37}

Semana 37, quase nas 38. O Pedro nasceu às 38 e 3 dias...
E eu não consigo livrar-me do escritório! Diz que é hoje, mas o computador vem atrás de mim e o escritório fica a um pulinho... Ainda assim, como ainda não crashei, ainda estou em condições de trabalhar. E assim o farei, apesar do ritmo mais lento, que desejo pausado. Será que eu vou ser daquelas mães que vai bradar "Eu andei a despachar papéis até rebentarem as águas, eu cá não sou de mariquices!"
Se por um lado é bom e muito útil não me sentir incapacitada - com o Pedro, a bater as 37 semanas eu crashei e não consegui fazer mais nada, mal me mexia, quanto mais fazer coisas e foram dias muito complicados -, por outro quase desejo um descanso forçado, um impedimento real, para me forçar a parar.
Não tenho aspirações a super mulher, se por um lado não quero parar, por outro lado desejo que me parem.

Ainda ontem tive uma crise de choro com o seguinte mote: "Se eu tiver o Miguel hoje, não vou ter descansado nada, vou entrar em trabalho de parto sem ter descansado nada, vou ter um filho nos braços e vou começar logo exausta!" E chorei desalmadamente! O que vale é que ele não nasceu ontem e dormi bem... venha outro dia, outra semana. Estou por tudo.

Hoje o chorinho teve como mote: "O Pedro está a fazer umas birras horríveis e eu tenho de ser horrível com ele!" E não me parece que seja (ainda) por causa do maninho, que mal falamos no maninho e sempre que o fazemos é com muito amor, acho que o Pedro já gosta mesmo do bebé e ainda nem o viu. Diz que só ele vai poder tocar no maninho e que ele vai ser um bebezinho. E depois dá-me um abracinho e dá um beijinho na barriga. Tão querido.
Mas, de resto, nada querido. Faz ouvidos moucos, para obedecer nem à terceira, faz birras parvas (para ver mais e mais TV, para não dormir... uma seca, se ainda houvesse drama na vida dele, mas as suas angústias são do mais parvo possível), faz-me autênticas placagens e agarra-se à minha perna para que eu não ignore a sua birra. E eu fervo. E zango-me. E dou-lhe a consequência lógica: não queres ir para a escola porque queres os desenhos? Pois se não parares agora com esta fita, logo à tarde não há desenhos para ninguém! Percebido?" "Siiiiiiim!" E continua. E fica sem desenhos. E agora quem se lixa sou eu que vou ter de lhe cortar os desenhos logo à tarde, vou mesmo. Não posso voltar atrás. E vou ter de lhe lembrar porque é que estamos os dois de castigo, porque aqueles desenhos do fim da tarde são providenciais. Mas hoje está a sentença dada, não há desenhos para ninguém. Vai ser bonito.
Se estas birras são o normal dos terrible three, nós vamos ter de ser pais tenebrosos e cair-lhe com tudo em cima, tolerância 0 a estas macacadas. Subir a parada e ter pulso de ferro para não o deixar ganhar ou pior, não baixar ao nível dele. Porque a mim, só apetecia começar a ver tudo preto e ficar ceguinha, ter um achaque como os dele. Isso é que era, detonava tudo à minha volta. Serenidade.




Ah, maravilhas da maternidade.


 E vem aí outro destes não tarda nada, IUPIIII Porque um não me chega, não senhora, eu quero mais!
Mas até chegar aos requintes do mano velho, vou ter oportunidade de voltar a trocar imensas fraldas, levar com imenso bolsado, ouvir muito choro fura-cérebros e amparar muita chupeta. Win! Eu devia ter o juízo a arder, de certeza.


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