Friday, December 13, 2013

Querida Júlia, não tão querida barriga


Com a ida a Lisboa, em plena licença de maternidade, a dois dias de fazer dois mesinhos de baby Miguel, voltei finalmente a ter um gostinho da animação que é o terreno social do Carrossel e foi… muito bom, refrescante, agri-doce, deprimente. Tudo junto e ao mesmo tempo. Bem paradoxal, como se quer.

Assim que me sentei na cadeira da maquilhagem, foi muito bom, claro. Eu sabia que quando abrisse os olhos, lá estaria eu, versão mimada em modo expresso, uber produzida, por umas mãos que não as minhas, que não no carro, a correr [eu estou MEGA profissional da make on the go, sempre que vamos a algum lado, eu vou no pendura, porque finalmente vou ter as mãos livres por dois segundos e posso dar um jeito a este meu rosto…]. E assim foi, uns minutinhos de pinceladas e já nem me reconhecia, mas estava de volta! Foi como uma transformação da fada madrinha! Fez-me muito bem, adorei "rever-me"com um smoky eye, já tinha imensas saudades minhas e ainda por cima tinha uma óptima razão de ser, dar a conhecer mais uma vez os nossos brinquedos!

Mas não há bela sem senão… O travo agridoce e deprimente veio quando vi a minha figura na TV. Já bem me bastavam os quilos que o ecrã nos carrega, mas eu carregar esta minha barriga de castigo, e vê-la tão de fora, tão objectivamente exposta, custou-me, confesso. 
Lá estava ela, espetada, redonda, flácida, bem marcada debaixo de uma camisola larguíssima, e ainda assim! Nem quero imaginar como teria sido se tivesse usado uma camisola mais justa. a minha televisão se tivesse olhos teria rachado com o choque! E o pior, é verdade, é que não ficaria nada chocada. Porque a minha tv está habituada a reflectir a imagem de uma mulher de cara lavada, roupas de trazer por casa, com restos de bolçado, cabelo em desalinho, com a cara enfiada no computador e semblante carregado de trabalho, ou ocupado e distraído com o baby. É assim que a minha TV me descreveria, se tivesse boca.

Com o baby em casa todos os dias, apenas tento zelar pela minha sanidade mental. Estar apresentável para quem venha ao engano bater à porta da minha casa é o que se pretende - os mínimos, portanto. Sempre que vou buscar o Pedro ao colégio ou dou um salto ao super, vou bem rápida e ligeira, para não andar a desfilar muito a minha figurinha deprimente.
O bom de um bebé de Inverno é ficarmos enfiadas na toca a lamber a cria e as feridas de guerra, mas por outro lado isso não nos espevita a puxar pela auto-estima, a arranjarmo-nos à força. Ao mesmo tempo que cobre as mossas e montes que a geração de uma nova vida deixa para trás, por vezes atira-nos com a realidade do nosso corpo pós parto quando menos esperamos. À traição.

Ver a minha barriga (e ancas e pernas) de pós parto depois do banho é uma coisa. Eu tenho muitos quilos para perder, mas não é uma questão de estar mais gorda, mas sim disforme. Eu vejo-me, eu não tenho medo de me olhar de frente, por muito que revire os olhos, que não me apeteça olhar, que pense comigo, oh céus, como é que saio deste corpo que me sobrou?! É deprimente, mas sou eu, por enquanto, lá vamos convivendo. Agora, eu fazer o meu melhor por disfarçar, para brincar ao antigo eu, e não conseguir de mim me esconder, é desleal. O meu corpo não me dar essa abébia, por uma vez, é desleal. 

O meu eu verdadeiro não tem uma segunda barriga pendente e enrugada e mamas que crescem e minguam de três em três horas. O meu eu não é perfeito, longe disso, mas não é isto que me restou. Porque o que eu tenho a mais é A MAIS, é-me estranho, recuso, quero devolver à proveniência. Se devolverei ou não, está por ver. 

Ninguém sai ilesa da maternidade, e o preço que se paga no corpo é baixo, tendo em conta o que se ganha na troca. É baixo, sem dúvida. É desleal, mas é baixo. Agora, ao menos que o saldo seja o mais positivo possível. Eu mereço isso, enquanto mulher. Os meus filhos estão cá fora, não na minha barriga, não nas minhas ancas, não nas minhas mamas. Se estas carnes a mais ficarem para sempre, pois que não me resta outra alternativa senão abraçá-las, assumi-las, fazê-las minhas. Mas até lá quero matá-las bem mortas.

Spring will come.

A Querida Júlia e o meu rico filho

Ontem fomos com o Carrossel à Sic visitar a Querida Júlia. É sempre uma animação quando vamos dar a conhecer os nossos brinquedos e ontem não foi excepção. Claro que desta vez houve toda uma ginástica ainda maior com os miúdos e o Miguel, já não estando em K7, veio connosco, foi "só" trazê-lo. 
Este meu filho é o maior fã do Carrossel, para onde quer que eu vá com o Carrossel, lá vem ele também! Mas o facto é que é o único filhote Carrossel que nunca tocou num brinquedo! Não pode ser! Falha a corrigir em breve, tenho a certeza…

Enfim, lá veio o baby connosco. Veste, despe, mama, troca, lá chegámos todos lampeiros ao nosso destino e baby Miguel colaborou, meu rico filho! Ele é um animal social, adora estar no rock… 
Graças aos céus, este meu filho, como qualquer bom filho, faz sempre questão de nos contrariar em público, e eu, que digo sempre que o meu pequeno Walker é um chorão de primeira, sou sempre devidamente contrariada por um anjinho que dorme sossegado e arranca facilmente uns "mas ele é um anjinho, tão amoroso, dorme tão bem!" Pois sim! Continua a contrariar-me, meu rico filho, continua assim que estás bem! Claro que no minuto em que a nossa prestação acabou (foi tão tão curta e a Julinha fala taaaaaanto...) e fiquei entregue ao meu pequeno walker, ele desatou a chorar, mas essa parte ficou apenas dentro do pequeno círculo familiar do Carrossel, não é?

Para quem não viu, aqui fica a nossa pequena visita:




Tuesday, December 10, 2013

A nossa árvore

Ontem foi dia de fazer a nossa árvore de Natal!
Tentei ao longo de todo o fim-de-semana montá-la durante o dia, para podermos ter todo o tempo do mundo, mas acabámos por não o conseguir fazer nem de dia, nem no fim-de-semana. Foi ontem à noite! Mas tivemos todo o tempo do mundo à mesma, a hora de deitar foi adiada por uma óptima razão…
Este ano o Pedro já está mesmo no "ponto Natal", vibra com a árvore, as decorações, as músicas, os presentes. Soltou logo o enorme UAAAUUU quando lhe disse que íamos decorar a árvore e fez questão de colocar tantos enfeites quantos pode. O pai levantou-o ao colo para pendurar os mais altos e a parte de baixo da árvore ficou toda alinhada a corações com brilhos. Amou!





De ano para ano vamos aumentando a nossa coleção de enfeites de Natal. A nossa árvore é uma pequena cápsula do tempo da nossa pequena família.
Começou no nosso primeiro ano de casados com a árvore em si e uns enfeites básicos do IKEA e todos os anos a árvore vai ficando mais personalizada e com enfeites mais e mais especiais.

Tento que os enfeites mais giros e diferentes fiquem em lugar de destaque e espalhados de forma harmoniosa, pelo que começo sempre pelos fios (ainda não temos luzes!!), depois por enfeites únicos, ou especiais, ou maiores e depois acabo com aqueles que temos em maior quantidade. Sem que o Pedro  desse conta ia mudando alguns enfeites de lugar, para que ficassem bem espalhados! Esta árvore ainda não está completa, falta a estrela no topo - onde posso encontrar daquelas mesmo giras? e os enfeites deste ano…

A work in progress!

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Monday, December 9, 2013

Mimar a minha pele - Giveaway Grupo Canavezes

Neste pós parto cuidar da pele do meu corpo infelizmente passou para 150º plano, nem me lembro! Depois das duas primeiras semanas, em que ainda passava um creme anti estrias - felizmente não tenho genética para estrias-, agora tem sido uma raridade tirar esses minutos para a minha pele…

Simplesmente não tenho tempo para passar creme e ainda estar um pouco à espera que a pele o absorva, pois não gosto nada de sentir a pele a "colar" na roupa depois da passagem de um creme mais gordo. Além disso, o tempo pouco convidativo para mimos e eu sempre com imensa pressa na hora do banho ou de rastos ao fim do dia não ajudam nada.
Por isso, é inevitável que ultimamente esteja muito seca, áspera e "esticada".
Curiosamente a loção do meu baby é um hidratante muito agradável para a minha pele, com um acabamento "mate", nada coleante. Mas vamos combinar, usar a loção dos miúdos pode ser prático e eficaz, mas não nos deixa propriamente mimadas, é bater no fundo da maternidade vs. feminilidade!

Eu preciso de me mimar, de fazer de qualquer pequeno momento para mim, um mini prazer, um pequeno luxo que me dou, algo que me relembre a minha feminilidade, a minha faceta de mulher, não mãe!
Assim, foi ouro sobre azul (ou sobre menta?) quando descobri no Creme Hidratante da Canavezes um oásis luxuoso nestas maravilhas da maternidade em modo puerpério.
É um creme muito leve, com uma textura gel-creme, fluida, que basta aplicar e já está! Absorvido num instante, deixa a pele aveludada, nada gordurosa, mas muito hidratada. É mesmo um instante de prazer, eu passo na pele, relaxo, viajo por momentos para longe de casa e perto de mim e logo depois estou pronta para seguir com o meu dia maluco. Tem um aroma muito suave e a água termal de Canavezes associada a Plankton Termal, faz deste creme um autêntico tratamento de beleza. Como se não bastasse, o packaging é tão lindo (e dos sabonetes, então?), que nos sentimos mesmo num momento de puro luxo.
Para cuidar da minha pele um pouco mais, o Grupo Canavezes também me sugeriu o seu sabonete de Rosa Musqueta, ideal para tratamento de manchas e estrias da pele. Mais um momento de mimo diário, em pleno banho. Este sabonete é só meu, os rapazes cá de casa não lhe tocam!

A D O R O



E porque o Grupo Canavezes quis mimar a mim e eu quero mimar a vocês, temos para oferecer dois cremes hidratantes Canavezes com Água Termal!

Para habilitar-se a ser uma das duas vencedoras, basta:
* gostar das páginas do Facebook Canavezes Água Termal e d' As Maravilhas da Maternidade,
* partilhar em modo público no seu facebook este post (que está na página facebook das Maravilhas)
* e deixar um comentário dizendo "Mereço um mimo da Canavezes"

O sorteio será feito entre as partilhas públicas e pode participar até às 23:00 horas da próxima segunda-feira, dia 16. Pode partilhar um máximo de TRÊS vezes.

Boa sorte a todas, espero que as felizes contempladas gostem deste pequeno luxo tanto quanto eu estou a gostar, obrigada Grupo Canavezes!


AS MARAVILHAS DA MATERNIDADE



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Saturday, December 7, 2013

Acordar para o dia em 10 minutos

São 7 da manhã:

1- o baby M acorda aflito aos berros apenas 1 hora depois de ter mamado, o que não é habitual. 
2- o marido levanta-se para ir trabalhar 12 horas num lindo Sábado. 
3- o marido deixa o telemóvel cair e estilhaça o ecrã, o dito fica sem funcionar. 
4- o infante P acorda mais cedo e atira-se ao baby M que mama um reforcinho. 
5- por causa de 2 esta que vos escreve não vai poder ir à Vendinha das Mães e fica sozinha com sua prole. 
6- por causa de 3, não há contactos entre marido e o mundo em geral e sua mulher adorada em particular. 

Conclusão: a partir das 7:15 da manhã eu tenho a certeza que o meu dia só pode melhorar!! Venha daí um dia lindo!

Tuesday, December 3, 2013

Porquê?

Porque é que fui sair do meu conforto e ter filhos, porque é que temos esta mania de multiplicar-nos, de nos perpetuarmos? Porque é que insistimos em prolongar a espécie, ainda por cima correndo o risco de contribuir com prole barulhenta e adepta do arremesso de fluidos em várias modalidades?
Porque é que fui cair na mesma cilada em que a humanidade anda a cair há milhares e milhares de anos?



Porque um momento bom compensa um dia mau. 
Porque a felicidade apenas faz sentido quando é partilhada.

Anatomia de um dia mau

Ele mama. Depois adormece mas não pode ser. Depois arrota e bolça. Depois bolça um pouco mais. Depois chora. Depois troco-lhe a fralda. Depois volta a chorar. E eu sempre a pensar nas milhares de coisas que tenho para fazer enquanto ele chora e bolça mais um pouco.  Depois acalma e adormece. Acorda passado apenas meia hora. A chorar que se esgana. Mas ainda não é hora de mamar. Parece estar aflito com ar. Ando com ele pela casa enquanto chora. Finalmente arrota. Mas continua a chorar. Já não volta a dormir, por mais que tente. Entretanto passaram mais três quartos de hora e ele volta a mamar. 

Repete cem vezes. 

Eu adorava postar sobre coisas bonitas e interessantes, mas não tenho tempo, nem tenho assunto. 
 
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