Tuesday, July 2, 2013

É só a mim? Em busca da cabeleireira perdida

Fico numa enorme frustração quando oiço amigas dizerem que apenas confiam os seus cabeloa à Sicrana, que ninguém trata do seu cabelo como a Fulana, que confiam cegamente e são fiéis a uma única cabeleireira - ou cabeleireiro, que não há cá esquisitas! - que faz maravilhas pelos seus cabelos.

Pois, eu também gostaria imenso de ser assim fiel a um técnico capilar, mas não há maneira!

Talvez comece tudo no facto de eu não me dedicar muito a isso de ir ao cabeleireiro, e isso de se ser fiel, convém praticar para não perder o jeito. E eu não sou praticante da arte do convívio, da mise, do corte de dois milímetros, dos tratamentos de duas em duas semanas. Eu quero ir ao cabeleireiro o menos possível, porque não tenho tempo, nem pachorra para mais. E detesto, mas é que bufo!, quando me afligem com cremes e gotas e séruns que apenas vão acrescentar zeros na conta final. Assim ninguém se afeiçoa a mim, é o mal...

Mas a verdade é que nem pegar de estaca numa cadeira giratória eu consigo! Com sérum ou sem sérum! Ou eu não fico contente com o resultado logo à primeira- cortou de mais, cortou torto, cortou o que não devia, secou como não devia, abusou dos séruns banho-da-cobra - e não posso lá voltar mais; Ou, pior, corre tudo muito bem, fico super contente com o resultado, era mesmo aquilo, ai que estou tão contente!, e na vez seguinte, daí a uns bons pares de meses, já sai tudo ao lado... E rasga-se mais um cartão de fidelidade... E assim ando há décadas!
 Já corri todos os cabeleireiros de todas as terras, já fui, descolei e voltei a alguns cabeleireiros (é o ponto de situação actual), já tive imensa pena, já me pus a correr como se não houvesse amanhã. O pior é mesmo a modalidade primeira-vez-maravilhosa-segunda-vez-desanda, porque eu crio logo expectativas, fico descansadinha, penso que a minha busca incessante finalmente chegou ao fim... e afinal não. Balde de água fria.

Estou condenada a deambular por este mundo cruel, à procura de quem me afague o cabelo como ele  merece, que me faça cortes que assentem como um fascinator, que adivinhe o meu pensamento e leia claramaente por entre o nevoeiro da minha mente retorcida e cheia de inspirações contraditórias, enfim, que me deixe fiel  e satisfeita e temerosa de que aquela pessoa me falhe...
Encontrar um cabeleireiro a quem ser fiel é mais difícil que encontrar homem para casar, é o que vos digo!

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