Thursday, March 7, 2013

Mi Blog es tu Casa VII

 O assunto de hoje é muito informativo e actual, é uma questão que ainda estudei a fundo aquando da gravidez do Pedro, mas que na altura não passou do papel, não me atrevi à logística que me parecia implicar... ou será que não implica?
E de que raio falo e vos trago aqui hoje, afinal? Um assunto que toca o rabinho dos nossos meninos,
a utilização de fraldas reutilizáveis!
Aqui fica o testemunho de uma entusiasta e grande defensora. Quem mais aderiu? Quem decidiu passar ao lado? EEEEuuuu... Quem nunca ouviu falar de tal coisa?
Bem, aqui fica o testemunho de hoje, espero que gostem, obrigada Rosa!!



Assunto: Fraldas reutilizáveis!
Desde o meu último contacto diário com um bébé (o meu irmão) em mil novecentos e oitentas que não via fraldas de tecido. Tornou-se comum e irremediável o uso das fraldas descartáveis, e uma vez grávida, nem questionei essa inevitabilidade. Eis que, a meio da gravidez, deparo com um post no mural de facebook da minha cunhada sobre algo que não me passava pela cabeça: fraldas reutilizáveis! Levada pela curiosidade, abri o artigo e sorvi toda a informação com o entusiasmo de me estar a encontrar aos bocadinhos. Na verdade fiquei a conhecer-me um pouco melhor pois percebi que tenho uma maior preocupação ecológica do que pensava.
Bom, a partir daí foi uma busca incessante sobre o assunto, de modo a colmatar todas as dúvidas que me assolavam. Depois de muito ler e considerar os prós e contras sobre o uso das reutilizáveis estava determinada a talhar este novo caminho (e felizmente o meu marido também!). Os grandes chavões que me motivaram foram:
1. Poupar o planeta terra de mais uma tonelada de material não reciclável. "...a cada hora a Valorsul recebe 3,5 toneladas de resíduos de fraldas que as famílias colocam no lixo" - Quercus. Foi desenvolvido um estudo pela Quercus em 2010 Análise experimental das Fraldas Reutilizáveis versus Fraldas Descartáveis que explica bem as duas opções e as suas consequências, pode conhecer aqui.
2. Não assam a pele do bebé devido à tecnologia do material de contacto. Houve até um amigo que ao ter uma fralda na mão me disse imediatamente "este é o mesmo material das mantas de aquecimento dos cavalos para a chuva". Trata-se de um material extremamente macio e fofo e com a capacidade de permanecer seco depois de fazer passar o xixi para os absorventes.
3. Fáceis de colocar no bebé: têm a mesma forma anatómica das descartáveis e por isso adaptam-se ao corpo do bebé.
4. Pesou também o factor monetário, embora tivesse a noção que era um grande investimento inicial.
5. Mais um pró: estas fraldas dão para usar até 3 crianças diferentes! Quem pensar em ter mais filhos ou emprestar a sobrinhos, é poupança na certa.
Entretanto veio a partilha com outras mães e com os amigos próximos sobre a nossa opção, e aí a "porca torceu o rabo", principalmente a opinião das outras mães. Nenhuma tinha optado por reutilizáveis, no entanto todas tinham uma postura bem vincada e não era nada motivadora nem positiva. Frases como "... ui, isso vai ser só no início, não dá, vais ver que não tens tempo para cuidar de um bebé e lavar fraldas?!" "Não te dou um mês para desistires" "acho que fazes bem em experimentar, mas não sei se consegues". Ora bem, todo este entusiasmo ao contrário deixou-me em modo: "Ai é? Então espera lá que já vais ver!" Outras motivações que também me ajudaram foram: as nossas mães lavaram fraldas e fraldas, a maior parte sem máquina de lavar e secar, por outro lado passavam a ferro, que no caso das actuais é proibido. Portanto, outros tempos, outras disponibilidades, mas agora com a tecnologia a nosso favor e muita força de vontade de conseguir poupar a terra de 1Ton de lixo não reciclável!
De entre as várias opções disponíveis no mercado optámos pela diversificação de marcas mas todas de bolso, com absorventes em separado, de tamanho único, adaptável ao crescimento do bebé. No total conseguimos acumular 35 fraldas e por mim coleccionava outras tantas, tal é a perdição dos padrões!
35 é um número confortável, permitiu-nos passar fins-de-semana fora e férias, sempre usando as fraldas laváveis. Sim, nem o facto de estarmos fora de casa nos fez optar pela solução mais fácil!
Admito que apesar de estar muito satisfeita, estas fraldas também têm os seus contras e aí, ou bem que se tem estômago para lidar com isso, ou então mais vale continuar fechada na redoma.
Passo a enumerar:
1. É tramado lidar com os dejectos de outros, mesmo quando são os nosso filhos. Uma coisa é abrir e fechar a fraldinha e lixo com ela (sem ressentimentos) outra coisa é abrir a fralda, limpar os excedentes, separar capa de absorvente e armazenar num balde fechado à espera de acumular o número necessário para a lavagem. A mim não me afecta muito! Não é algo que adore fazer, mas durmo de consciência mais tranquila!
2. O armazenador de fraldas tem que ter uma tampa que feche bem! Ao fim de 3 ou 4 dias a acumular fraldas para fazer uma máquina, acreditem que fica um cheiro nauseabundo mesmo que seja só xixi. Mais um "contra" que não é para todo/as! Em viagem convém andar sempre munida de um saco impermeável (as marcas também os vendem). Quando bem fechado, permanece o ambiente respirável.
3. Fazer as lavagens separadas das outras roupas. No workshop que recebi disseram que com uma pré-lavagem, era possível juntar as fraldas à outra roupa, comigo não resultou! E passou o mau cheiro das fraldas para a roupa.
4. MITO: há quem diga "...pois mas na creche não aceitam essas fraldas" - mentira! Na da minha filha nunca tinha havido essa experiência, no entanto, houve a maior receptividade e colaboração. Poderá haver instituições que recusem o uso da fralda reutilizável, felizmente para nós a experiência foi outra.
5. Dependendo do modo como se coloca a fralda, podem haver fugas! É preciso ser muito criterioso com essa operação pois tive diversas experiências: desde fralda pouco molhada com fuga, até fralda muito molhada sem fuga!
Hoje, ao fim de 2 anos e meio, encontramo-nos no fim deste percurso que decidimos percorrer e posso garantir que estamos muito felizes com opção que tomámos. Já só usa fraldas para dormir o que traz duas vantagens: já não lido com cocó na fralda e muitas manhãs a fralda permanece seca!
Dicas: os melhores antissépticos são o SOL e óleo-da-árvore-do-chá (encontra-se em ervanários e lojas de produtos naturais), esses dois elementos reunidos deixam as fraldas como novas e sem cheiros!
Espero que este testemunho acrescente alento a quem, por momentos, equacione o uso de fraldas reutilizáveis!
Caso haja alguma questão / dúvida que não tenha sido abordada não hesitem em me contactar através das MdM.

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